segunda-feira, agosto 01, 2011

01082011

Só com Ana, junto de Ana e em Ana
Fecho a porta do meu quarto
Se deito é  pra dormir
Se durmo é sem ela
E se sonho é com ela

Quando sonho ela vem até mim
Muda tudo e põe a vida
Do jeito dela, mas eu não
ligo

Ana Ana Ana não
Vem nunca para mim
Só quando sonho
Acordado ou dormindo

Sou feliz nessas horas
Longe dessa vida vazia
Onde Ana não me conhece
E eu vivo a sonhar com o dia

Em que ela vem até mim
E põe tudo assim
Do jeito dela
Só com ela, junto dela, e nela

sábado, julho 23, 2011

sexta-feira, julho 15, 2011

Sabe como é...



não é nada pessoal. Nada mesmo. é só que eu sou desses mesmo... fico até tarde com o computador ligado só pros meus amigos do msn acharem que eu fico até tarde acordado.
não é que eu quero que pensem que eu sou foda, é só que eu SOU foda. mas ninguém percebe isso naturalmente.

Fazer oque? Eu digo o que fazer, francês e curso de fotografia... Nessa ordem. Porque? Por que assim posso colocar nomes e legendas em francês no meu albúm do facebook. E principalmente fotografia por que quase nada nessa vida é mais cult que gostar de fotografia. Gostar também não basta, é muito importante gritar e postar no twitter, e na Wall dos meus amigos sobre minha paixão por fotografar coisas em preto e branco... Colorido só se for com efeito envelhecido saca? talvez uma fodo contra o sol pra só ver os contrastes...

Que seja... outras coisas que eu faço eventualmente: assistir filmes mudos ou em preto e branco que eu acho simplesmente chatos de doer. De DOER. mas não tem problema se eu dormir no meio, é só ler uns reviews na Wikipédia e depois sair falando superbem de diretores soviéticos do pós-guerra

Desculpa ai pessoal é só que nao é minha culpa isso tudo. É que eu assisti 500 dias com ela e simplesmente me identifiquei com o mocinho que ama a mocinha mas é totalmente ignorado por ela. Herança do meu passado emo... Indie hoje, Emo ontem Indiota sempre...

Não é só um filme lindo sobre o amor e essas coisas. Tem a melhor trilha sonora EVER. depois que eu ouvi The Smiths eu simplesmente me apaixonei, corri pro pc (to tentando convencer meu pai a comprar um mac porque pc é muito over) e baixei 3 musicas deles que eu não consigo parar de ouvir. Também curti no facebook.

O mais importante é falar que gosta de Arcade Fire. eu até to procurando uma camiseta deles mas eles são tao alternativos que eu simplesmente não encontro. Não é super?

Por último eu queria reclamar do meu país o brasil. É só um país cheio de gente estúpida atrasada e sem cultura... queria morar em Londres! lá sim tem musica de verdade... Desculpa aí o desabafo pessoal, é que eu sou tão cult que não me aguento...


Novocaine for the soul!
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quarta-feira, julho 13, 2011

Ah! a poesia!
Amiga nas noites criativas
Amante nas noites sombrias!

Um tanto ingrata é verdade
Ás vezes, quase sempre,
Você passa horas lhe agradando
Dias estudando

E ela nem lhe dá bola
Fica lá encondida e sem vontade
Faz cara de nojo pro papel....

Apesar de ser uma mulher muito
Geniosa...
A poesia não deixa de ter classe...
Das artes é a mais democrática

Sofre calada quando lhe agridem
Não pergunta se você é
Negro branco ou gay

Qualquer um pode tentar escrever
Mas não quer dizer
Que alguém
Vai ler

Ces't la Viee

Ontem eu comecei a escrever por volta da meia noite. tinha uma ideia que parecia muito promissora na minha cabeça. sobre uma "serie" de estorias que eu to escrevendo, ou pelo menos, planejando escrever.pode ser que essa serie seja postada aqui nos próximos dias. enfim. passadas duas horas e meia e eu tinha uma 5 paginas frente e verso escritas a caneta mesmo. Aquele texto cru que é mais um rascunho mesmo.
o fato é que quando eu terminei finalmente todas essas paginas eu simplesmente percebi que a estoria nao estava indo a lugar nenhum. Acho realmente frustrante quando isso acontece, eu nunca consigo escrever um conto maior que 10 paginas. acho que sou objetivo demais.
e eu realmente queria levar tudo isso a serio e quem sabe publicar uns livros no futuro.

o jeito é ir tentando escrever o máximo possivel, ou virar um escritor de historias bem curtinhas... podia escrever tirinhas da turma da monica...

sábado, julho 09, 2011

09072011

Sou o burguês que enganou todos vocês
Sou o americano que não fala inglês
Vou a lua quando quero
E sou o menos sincero...

Sou também aquele hematoma amarelo
Cheio de ódio e de persistência
Com muito pus pus pus

Pus seu nome numa caixa 
Pus o pé no seu portão 
Pus a mão no seu coração 

Não sou o que chamou sua atenção 
E nem a mosca que
Pousou na sua sopa
Mas se quiser, posso tirar a sua roupa

sexta-feira, julho 08, 2011

27062011

Ele ficava me olhando
As mãos fechadas falando
Escolhe uma mão, uma mão
Eu não escolhia nenhuma

Ele tinha uma tatuagem na mão
E ficava me dizendo escolhe uma mão
O olho dele tava seco
Vermelho, muito vermelho

O sol lá fora era frio
E o ar aqui dentro é quente
E úmido
A lâmpada ilumina a mão, doente

Lá fora a multidão caminha
Ela não sorri, ela não chora
A multidão tem pessoas, feitas de madeira
De metal e de distração

Escolhe uma mão!
Fiquei olhando-a lá sentada,
Tão bela, além da multidão ou da ignorância
Escolho a da direita...

quinta-feira, julho 07, 2011

04.07.2011



 
Resolvi escrever sobre
Teu olhar santo
Mais ainda,
Mil driades nao
Teriam seu encanto
O porte nobre
E tez que penso
Ser quente
Digo isso mas no entanto
De longe fico apenas olhando
Como o louco que observa o poente



Mas do sol poente ainda ganho
Um beijo quente, na pele sente
De você ganho um olhar frio
E aquele arrepio,
De quando os olhos teus
Cruzam com os meus




Só observo (365x)

terça-feira, junho 21, 2011

18092010

- Não! Isso é impossível
     -Lhe digo caro amigo, não só é possível como aconteceu com... Um conhecido.
-Está então me dizendo que é possível alguém, escapar da vida de vícios e tornar-se um homem bom padre?
-Sim
-Como?
-Vou lhe contar a Historia desse sujeito:
“Quase 20 anos atrás um homem, que não contava com mais de 25 invernos, tinha um grande apreço pelas coisas viciosas e prazerosas da vida. Andava de cassino em cassino, de festa em festa e de orgia em orgia. No começo somente nos fins de semana.
     No entanto o prazer dos jogos e a diversão das orgias começou a penetrar sua mente com cada vez mais força. No começo pouco mudou. Mas com o tempo começou a entregar-se à carne quase todos os dias da semana.
     Ao final de um ano, com a chegada de seu 26º inverno, já tinha trocado seu emprego pelas festas e sua casa pelos bares. Todo o dinheiro que ganhava ia ora para mulheres ora para bebidas. Na maioria das vezes bebia as custas de amigos mesmo.
     -Padre, como pode uma pessoa tão perdida voltar ao caminho de...
     -Se você me deixar terminar, verá!
“Ao fim de um ano, como estava dizendo, já estava entregue aos vícios. E assim ficou por um tempo difícil de determinar. Aconteceu que, numa noite escura, o rapaz voltava para casa meio confuso e muito bêbado. O mundo dava pequenas cambalhotas e os postes pareciam dançar. Muito longe naquela mesma rua viu um homem caminhando em sua direção. Como a iluminação da rua era escassa, de quando em quando o homem desaparecia para voltar a aparecer no próximo poste.
Nesse jogo de esconde- esconde, o homem ia se aproximando cada vez mais. O rapaz estava começando a ficar meio aflito com aquela misteriosa imagem. Pulou então dois passos para a direita, e continuou em frente. O homem fez o mesmo. Voltou então à posição original e foi imitado pelo homem, com a perfeição de um espelho.
Parou então entre os postes e ficou oculto na escuridão, onde não poderia ser visto. Esperou quase dois ou três minutos e depois voltou a andar sentindo-se o mais malandro dos malandros, enganara o homem e... Lá estava o homem andando em sua direção novamente
Ao entrar na escuridão mais uma vez o rapaz mudou de lado na rua e entrou embaixo do próximo poste, do outro lado o homem fazia o mesmo. Saiu da escuridão do mesmo lado que o rapaz estava agora. A raiva tomara conta do rapaz. Raiva profunda do homem que o seguia, raiva também de ter esquecido o seu copo de cerveja ainda pela metade no bar.
Sufocado por essa raiva, ele sai da escuridão em direção ao homem, iria confrontá-lo.
Morreria se fosse preciso mas mataria aquele homem, oh sim... Nem que lhe custasse à vida. O mundo parara de girar e os postes já não dançavam, o vento tinha parado de soprar e o mundo parecia enfim parado, o único que se movia era o rapaz.
     E o homem, que corria com velocidade e determinação em sua direção. O rapaz pensou ter visto seus olhos brilharem de raiva. Correram em silencio, odiaram e silencio e chegaram enfim ao ultimo poste também em silencio.  Pararam na ultima réstia de escuridão antes de adentrarem a luz como se calculassem a profundidade de um lago. Ficaram a pensar oque viria em seguida até que ambos quebraram ao mesmo tempo a inércia.
     Deram o ultimo passo e mergulharam na luz, e finalmente se encararam. Notaram então ao mesmo que possuíam os mesmos olhos e a mesma pontinha do nariz torta por causa daquela cotovelada que levara infância.
     Mas o rosto do homem tinha profundas rugas, e usava trapos muito sujos e rasgados e era somente isso que os distinguia. Somente? Não... Um lenço  muito manchado e velho cobria toda a boca do homem. O rapaz olhava para seu reflexo sem existir espelho algum. A raiva agora era medo. Agora era terror. As palavras não tinham força para sair-lhe pela boca, e os gritos morriam na garganta.
     Sem conseguir se mover, eles ficaram lá parados. Mas o homem começou a se mover, a mão dele foi se aproximando do lenço, e depois do nó que segurava o lenço. Os dedos longos e machucados começaram a desatar o nó. O lenço foi caindo pouco a pouco, como se fosse um filme em câmera lenta. Centímetro por centímetro a boca do homem foi se revelando.
     Centímetros de feridas. Centímetros de sujeira e de pedacinhos de pútrida pele penduradas na cara do homem. Buracos em suas bochechas exibiam dentes pretos. Dentes pretos e afiados como navalhas, que o jovem viu surgir por entre os lábios sujos do homem. Algo parecido com sangue seco estava grudado numa das navalhas.
     O Cheiro e a visão convenceram o rapaz que não valia a pena ficar para ver mais e desandou a correr por onde viera, mas não parou quando passou na frente do bar. Continuou correndo até que percebeu que o sol tinha nascido e que já não era seguido.
     Depois disso o rapaz nunca mais se entregou a mais nenhum vicio de antes, pois Entendeu o ocorrido como um sinal divino”
     - Ora essa padre! Não precisava inventar historias fantásticas! Francamente!
     - Mas não estou inventando nada!
     - Padre não zombe de mim com essa historia para assustar crianças... Tenho mais oque fazer! Passar bem!
     O padre ficou só na sala e lá permaneceu sentado até ouvir o portão da igreja bater. Então se levantou e foi um canto da sala onde estava o vinho que usaria na missa de hoje, entornou quase meia garrafa e foi até o banheiro. Lavou o rosto com água da torneira e enxugou o rosto numa toalha de linho.
Encarou no espelhinho que ficava na parede olhos negros, seu nariz com a pontinha meio torta e achou graça nos dentes agora ligeiramente gastos.






18-09-2010




segunda-feira, junho 20, 2011

20/06/2011 19:08



Enterrei tudo atrás daquela pedra
E marquei o lugar com um X
Um x de sangue
É verdade que o sangue logo some

Mas o que está enterrado
A terra consome
E não importa nem a mim nem
Ao que cava profanamente...

O que atrás daquela pedra
Descansa Eternamente

-----x-----
No som: Whores; The Movie-EL-P