segunda-feira, dezembro 30, 2013

31122013

Fazia um calor insuportável.
Você me mandou oi pelo celular.
Tentei responder, escrever um poema,
Ser agradável.
Mas fazia um calor insuportável.

Quando penso em tudo que passamos
Só vejo coisas que deixamos de fazer
Nos conhecer, nos odiar,
Etecetera

Essas coisas que nossos pais não deixaram faltar
E essas coisas que pareciam tão certas
Viajar no verão e ver as luzes de natal.
Ou qualquer outro tipo de programa

Apropriado para uma família exemplar.

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último poema do ano.
não te desejo felicidade em 2014
desejo que vc tenha exatamente aquilo 
que vc precisa
ainda que não seja o que
vc quer

sexta-feira, dezembro 27, 2013

FRED

                A língua tela tinha gosto de cigarro mentolado. Ela reclamou que meu lábio tinha gosto de sangue de novo.
                “Toda vez que fica frio e depois quente e depois frio e alguém fica mordendo meus lábios eles sangram um pouco. Minha pele é muito fina.”
                Ela me olhou como se não acreditasse o grande merda que eu era. O grande merda com quem ela tinha passado o dia todo fazendo sei lá o que. Mas também isso pode ter sido minha imaginação.
                “Eu tenho que ir” ela falou e virou o último copo de cerveja. Eu não entendi, mas eu acho que ela falou algo como “me ligue depois”.  Ela então saiu rebolando pela porta e todos os homens olharam pra ela. Ela usava uma saia de couro ou algum material parecido, dava vontade de tirar aquela saia o mais rápido possível. E eu sei que cada homem daquele bar, e até algumas mulheres, pensaram o mesmo que eu pensei.
                Fiquei lá me sentindo o maior merda do universo. Acendi um cigarro e um cara apontou a placa de ‘proibido fumar’ com a maior cara feia. Foda-se você eu pensei enquanto apagava o cigarro.
                Entrou pela porta um cara que eu conhecia muito bem. Seu nome -acho eu- era Fred. Me viu e sentou na minha mesa. Fred era, com certeza, o cara mais lindo da cidade. Ele ficou me olhando com sua cara linda sem dizer nada por sei lá quanto tempo até que falou um simples “oi Marvin”.  Fazia um calor dos diabos e eu esvaziei mais uma cerveja. “e ai Fred?”
                Fred tinha esse problema, apesar de ser o cara mais lindo que todos naquele bar tinham visto, ele não queria ninguém. Ele não era gay, nem era hétero. Não pergunte como um cara daqueles não queria comer ninguém mas era isso que ele sempre me dizia. “porra Marvin eu não acho ninguém que valha um segundo da minha atenção”
                Muito me surpreendia que ele estivesse me dando um minuto de sua atenção, mas eu acho q até caras como o Fred precisam de amigos pra beber às vezes.
                “você acredita em amor?”
                “Marvin, eu acredito no amor. Mas só para os outros, pra mim eu não sei”
                “Ela me disse que eu deveria parar de ler Bukowski e focar nos meus objetivos. Que desse jeito no máximo eu chego até um merda, ao invés do ‘merda-total’ que eu sou hoje”
                “E o que ela sabe sobre qualquer coisa? Ela me lembra meu pai. O velho era um merda e queria dar palpite na merda dos outros. Ei Marvin, não escute as pessoas, elas vão te botar pra baixo se você deixar.”
                “Fred eu realmente duvido que alguém te colocaria pra baixo. Tu parece um modelo de revista, qualquer homem ou mulher só teria elogios pra você. Ainda que você fosse um boçal, o que eu sei que você não é.”
                “Você acha isso, muita gente acha isso. Eu é que não consigo acreditar nessas coisas que você acabou de falar. Sei lá, sou estranho. Rock britânico e depressão acabam impregnando em você.”
                “É cara acho que sim. Você lembra do Luís, sempre confiante escrevendo poemas horríveis? Sumiu, nunca mais ví”
                “uma hora ele aparece pra te ler umas merdas.
                “Te vejo depois, se eu não morrer no caminho.”

                “A filosofia de vida de Marvin é que ele pode morrer a qualquer momento. A tragédia, ele dizia, é que ele não morre”

quarta-feira, novembro 06, 2013

título é coisa de viado

                O vento é frio e vai passando bem rápido pelas minhas orelhas. Depois gela meu nariz. Já sei que vou ficar resfriado por que meu nariz parece uma cachoeira e escorre litros. Eu espero pacientemente, sentindo cada volta que o ponteiro dá no meu relógio.
                Olho pro pulso e me lembro que não uso relógio há anos.
                Se eu tivesse um relógio ele diria que eu estou aqui há mais uma hora.
                Que estou aqui o dia todo.
                Que meu ultimo amigo de verdade foi um dinossauro ou um homem das cavernas que morreu há mil anos. Desde quando estou aqui esperando?
                Um minuto.
                Cinco anos.
                Eu matei o homem das cavernas quando ele tentou me comer atrás de uma pedra. Nada contra, eu só prefiro homens com pouco pelo. E pedras são duras demais.

                Normalmente eu tento ser direto em tudo que faço ou digo. Mas esse tipo de coisa não acontece quando me deixam esperando horas. Ela disse que passava em dez minutos no seu lindo carro vermelho, azul e de todas as cores do mundo.
                E eu penso em tudo que poderia estar fazendo se estivesse em casa naquele momento. Poderia terminar de escrever meu livro. Fumar um monte. Ou ficar deitado repassando meus erros. Cada erro que já cometi na vida. Você fica viciado nisso em pouco tempo.
                Escuto ao longe uma vozinha.
                “viado. seu merda”
                O vento passa pelas minhas orelhas e eu imediatamente lembro do meu pai. Se o velho estivesse vive ele seria como o vento. Tentando me levar pro outro lado, gelando minhas orelhas e me chamando de viado. Me reprovando.
                Foda-se você vento. Eu não vou me levantar daqui. Olho pro lado e vejo o corpo do caverninha. Não vai tentar comer ninguém agora né?
                Um carro para e eu entro correndo.
                “você tomou café demais né? De novo?”
                “você demorou mil anos. Eu fiquei em pânico”
                “como você tá hoje?”
                “com vontade de te chupar até ficar seca”
                “que?”

                “com saudade do meu pai e com a boca seca.”

sábado, novembro 02, 2013

02112013

Eu Passei o dia sentado
Ouvindo Pavements, Weezer
E um monte de música velha
Que me dá um certo sentido diferente
De tudo aquilo que você me aconselha

À noite, no carro
Eu sempre tento freiar
Mesmo estando no lado do passageiro

Você dá risada e diz pra eu não me preocupar
 Não dá pra passar uma vida inteira sem te amar

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Achei um suéter sensacional pra vender na internet. Qual não foi minha surpresa quando eu descobri que só tem tamanho P feminino. Fiquei puto pra dizer a verdade. Segue a foto do suéter.



Me imagina andando assim pela rua? Eu me apaixonava fácil.
Vou tentar convencer minha mãe a fazer um desses pra mim.

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Parece que é fisicamente impossível tentar manter qualquer regularidade com esse blog. Desculpa.
Pelas minhas contas tem 6 pessoas que leem isso aqui. Eu devo uma explicação à vocês?
Na verdade não.

domingo, setembro 01, 2013

241011


As nuvens se calavam
Frente ao medo da fumaça que subia
O mar é sempre tão grande
Exceto pra aqueles que sabem o caminho

Os irmãos vagavam pelo oceano
Se perguntando, enquanto olhavam
O céu, o que fariam e
Quem levaria o troféu?

Agora eles pouco dormem
Não sabem o que farão quando
Os mastros se acabarem
Mas os que precisam ser enforcados continuarem
A se multiplicar.

Agora eles veem.
Enquanto monstros nadam nesse mar
Que o sangue é vermelho, tão vermelho.
Alguns homens são brancos

Mas o mar já esta negro
Daquilo que falta para os vampiros
Quando as nuvens choraram
Eles perceberam que já era tarde

E nunca mais um tambor
Ou violão soará

Em gloria aos que se foram.

Ultimamente está fazendo um frio do caralho.


                Mas eu tenho andado por aí só de cueca. Esperando a deixa, caso alguém me pergunte: “tá com frio não?” Eu respondo entre os dentes pra aquela menina dos olhos bondosos.
-Olha minha querida, ultimamente eu não sinto porra nenhuma.
-Sou uma máquina querida... Tenho uma epifania atrás da outra. Mas fiz questão de esquecer todas. Tem gente que diz que nós somos a epifania de Deus. Eu me pergunto então se é de outra epifania que eu preciso.
                É divertido ouvir as risadas. Parece que é um riso nervoso. Desesperados. É isso que eu acho. Acho que todos eles tem epifanias diárias também.
                Você tem moça? Acho que não.
Mas também já me enganei antes.
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                Acabei esquecendo o que queria escrever.
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                Enfim. Ultimamente eu não sei se tem vozes na minha cabeça ou se eu sou a voz na cabeça de alguém. Se você ouve vozes minha querida, deveria buscar ajuda especializada.
                Eu ainda não sinto frio, mas a enfermeira trouxe um cobertor mesmo assim. Minha memória anda péssima então eu não me lembro do nome da enfermeira. Sabe que outro dia vieram me lembrar que minha vida anda uma merda. “de cueca numa sexta à noite. vai botar uma camisa aqui faz frio”.
                Talvez você devesse falar com algum profissional da área.
Querida você tem lindos olhos. Parecem bem cansadinhos de tudo que já viram... Mas ainda têm aquele brilho que espera as coisas novas de forma ansiosa. Você tem olhos bondosos.
                Mas isso logo muda.

                Eu sou um profissional da área e você não parece nada bem.

                É preocupante o diagnóstico: todos que estão vivos aqui hoje um dia estarão mortos. Mesmo assim só tem um jeito que eu escolhi... um jeito que eu não quero fazer uso na hora de morrer. Digo, só não quero morrer de um jeito: Asfixia Auto Erótica.

                Isso seria edificante demais pra mim.

18032013

segunda-feira, agosto 26, 2013

07112011

Poemas de Amor
Rabiscados em papéis
Que lotam latas de lixo
E esvaziam bordéis

Ela disse que se fosse escrito
Com tinta duraria pra sempre
Mas na pele
Eternidade é um mito.

Pois bem, Amores mitológicos
E poemas escatológicos
Podem até passar com o tempo
Até por que tudo passa

E tudo também é temporal
Então nos resta o terreno
A a flor que teima em ficar em
Pé no meio do vendaval

Mas é difícil pra caralho
Ficar em pé depois do segundo trago
Ah! deixa tudo pra depois

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Eu acho que já postei esse poema. se vc já leu esse poema comenta ai que eu tiro depois. mentira nem vou tirar to nem aí.

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atrás desse papel estava escrito:

Pobre Joaquim!
Foi-se dessa e
Não mais torna
Agora não vai mais
Encoxar o pano branco
Talvez encoxe a nuvem branca...
Mas não mais encoxará o pano do começo
Do ano.

nota: Joaquim era o nome do meu cachorro que morreu

sem data 2011 talvez

E esse meu jeito romântico
Werthedor de ser
Fico olhando o mundo
Com vontade de não mais morrer.

Sentado na cama
Ou na quadra ou na mesa
Olho várias fotos pensando:
Que feliz serias tu
Se o Papai Smurf aí
Fosse eu!

Mas eu sei, ela sabe
Ele sabe, só você não
Sabe dessa minha vontade
De chegar em você e falar:
Suave?
Só, mas na boa... to de boa de ficar sozinha

E que o dia que eu
Chegar no ponto de ver
Você namorando um belo rapaz
É o dia que vou

Tomar um pote de
Aguarrás
E dá o cu quem
Fica pra trás

Estou citando Mário de Andrade (fica a dica)

terça-feira, julho 30, 2013

Analisando meu bloqueio de forma racional.
                Bom dia Marvin. Eu estou com um bloqueio terrível e eu resolvi, mais pra fazer alguma coisa nesse fim de férias, enumerar os motivos disso.
Bom o ponto alto da minha produção foi em 2011.
Em 2011 eu estava: (não está em ordem cronológica)
-apaixonado por uma menina lésbica.
-estudando que nem um maluco pro vestibular.
-vagabundeando que nem um mendigo pq não queria passar no vestibular.
-fumando muito (4 cigarros)
-comendo o pão de queijo mais caro de Campinas. Todo dia.
- sofrendo com a morte da minha calopsita.
-sofrendo com a morte do meu cachorro.
-lendo bukowski .
-sendo blasé com umas meninas que eu achava que não ligava (mas hoje ligo(que bagunça)).
-sonhando com a faculdade e como ela poderia ser um lugar melhor.
-sonhando com a USP e como eu ia ser melhor que os outros por ter passado lá.
-lendo livros sobre roteiro pra tentar ser roteirista (talvez ainda esteja no plano (tô na página 117 do manual do roteiro do Syd Field)).
- eu costumava passar as tardes de sexta na minha vó. Pq tinha aula de inglês, sexta a noite.
-eu tava sempre andando pela rua à toa.
-fumava só cigarro de menta (super gay eu sei)
-mais pro final do ano eu me apaixonei por outra menina que ninguém sabia se era lésbica ou não. Hoje ela namora um cara.
-também foi o ano que eu fiz mais coisas malucas. Prefiro não contar nenhuma pq o leitor(a) vai ficar ou chocado, ou não vai acreditar. Não quero que você deixe de acreditar em mim pois é ai que morre o escritor.

Fim.

  

segunda-feira, julho 29, 2013

30072013

Eu percebi que entendia cada coisa que você dizia
Mesmo sem entender nenhuma palavra que você soltava
Conversamos por muito tempo escrevendo numa folha do
Meu ou do seu caderno.

Quem se importa de quem era o caderno?
Meus amigos ficavam todos malucos com
A gente passando bilhetinhos por cima do campo de futebol
Atrás do pátio ou pela estante da biblioteca.

Você fala de coisas que eu não entendo.
Mas mesmo quando se cala eu compreendo.

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Troco metade de todo o meu dinheiro por
Um cigarro, e um beijo seu.
Dizem por ai que fumar faz mal
E que o amor teu nunca vai ser meu
Deito então no meio da rua, meus joelhos doem.
E como não tenho como voltar pra casa e,
As pessoas não podem saber que fumo,
Durmo e sonho que sou teu.
Em sonho fumante nenhum já morreu.

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quarta-feira, julho 24, 2013

bloqueio

Eu sempre acordo de mau humor.
Não acho que erro, mas
Confesso que não tento com muita vontade.

Eu que nunca gostei dessas coisas estou ouvindo
Reggae e até pensando em comprar uma camisa nova,
Andar pela rua sorrindo
Quem sabe?

AAAAH PORRA
                Mano eu to visivelmente irritado esses últimos dias. O motivo é: eu não consigo escrever nem um poema bom. Isso já ta ficando ridículo. Eu nunca tive uma  “educação formal” em poesia. Eu não sei o que é um soneto nem sei fazer uma rima rica.
                Mas pelo menos eu ficava feliz com o que escrevia. Eu ficava feliz com a maioria das coisas que escrevia. Hoje eu não consigo formar uma frase com algum sentido. (sentido pra mim claro)
                Eu realmente não me importo muito se as pessoas entendem o que eu escrevo. Eu não me importo se elas acham que entendem, se elas acham que sabem, se sabem mesmo... eu não ligo! Mas ultimamente EU não sei.
                Tá capitando a mensagem Marvin?


                To lendo esse blog inteiro todo de novo.  E caralho eu já fui mais direto. Já fui mais sincero comigo mesmo. 

16072013

Amemo-nos
Nestes dias que passaram amenos
Amigos,
Se sabemos que nosso destino é sofrer
Por qual rumo devo tomar o baque final?

Se é tudo igual, como num romance banal,
Vamos em frente que se amanhã sofreremos
Ontem ou depois nós já nos esquecemos


terça-feira, julho 23, 2013

6


            O céu da cidade é meio amarelado mesmo a noite. Por causa do reflexo das luzes né. Acho que sim. Sentei aqui não sei quantas horas atrás pra digitar um poema que eu escrevi num papel ontem. Mas não digitei nada pq fiquei perdendo tempo nas ~redes sociais~.
            Ontem eu fiquei mais de duas horas deitado pensando num monte de coisa. Quando eu vi já eram 4 da manha. Hoje eu saí com o babuíno pra ver um filme e foi bem engraçado. Eu ainda não sei se o filme era bom, ou se eu tava rindo pq sou meio bobo mesmo.
            Babuíno parecia meio deprimido esses dias. Eu sei bem como é isso. Quando eu saí da escola uns anos atrás também fiquei meio deprimido, na verdade estava deprimido até semana passada. Mas o que mudou desde semana passada? Eu não sei e isso é meio assustador né?
Acho que é
            Começou a chover de novo. Eu me lembro que no cursinho, depois de sair da escola, por algum motivo tudo que eu sentia era muito, mas muito mesmo, mais intenso do que deveria. Eu acho que cheguei naquela fase da adolescência que as pessoas ficam meio malucas. Digo, uns dois anos atrás eu entrei nessa fase. Hoje estou saindo.
            Talvez seja por isso que eu não estou mais tão mal quanto estava uns meses atrás. Eu sempre fui atrasado na vida. Pelo menos fisicamente. Culpo os hormônios na comida industrializada.
            Por esse motivo (ser atrasado) me parece plausível que eu esteja saindo dessa fase agora.
            Às vezes eu paro pra pensar e não encontro motivos nas coisas que eu faço. Tipo esses textos que eu ando digitando. Mas eu faço mesmo assim.
Ei senhor G meu presente de aniversário ainda não chegou. Me avise quando ler isso.
Eu sei que vc não vai avisar.


Marvin 23072013
4 da manhã 
ouvindo sabotage no último

terça-feira, julho 02, 2013

5


         Segundo texto em menos de 48 horas. Eu tenho muito a dizer mas não ando muito bom com as palavras. Foda-se não é mesmo?
         Pois eu estava discutindo com meu camarada sobre o amor e mais um monte de merda imaginária. E eu falei pra ele: nossa meu broder eu to apaixonado por uma menina e eu acho isso uma grande merda pq eu acho que as mulheres não entendem o que eu falo ou, talvez eu não saiba falar na língua delas.
         Sabe Marvin, é que você só fala mais do mesmo. Ela deve ter esse tipo de atenção todo dia. você  precisa falar alguma coisa diferente. Porra como assim se eu não sou diferente da média, isso não faz sentido cara, você tá viajando. Não estou. Digo, não é uma questão de "vc não tá fazendo nada" eu tô tentando mas parece que não tá rolando e quanto mais eu tento mais eu me sinto idiota, eu não quero mais me sentir idiota pelo que eu faço, pelo que eu tenho controle entende?
         O dia inteiro me sinto um idiota com o resto das coisas, com o que eu escuto com o  que sou obrigado a fazer, se eu tenho controle pq vou fazer coisas que me deprimem? Assim de livre e espontânea vontade? Se eu vou numa merda duma festa já quero ir pra casa, se estou em casa quero ir pra festa. Se estou sozinho quero companhia e se estou acompanhado eu quero que todos morram.
         Isso é comovente pra caralho Marvin. De fato é.
         Eu não quero nem saber. Você quer algum tipo de ajuda? Não mano, eu não quero ajuda eu quero um buraco ou um monte bem alto eu vou morar lá e tu nunca mais ouve de mim. Fechado.


         É foda Marvin, eu acordo pq não aguento mais dormir, dormi 16 horas. Aí fico acordado mais 30 horas pq não quero mais voltar a dormir, me parece perda de tempo. Ai eu durmo e não quero mais acordar mas meu corpo dói pq dormi demais de novo.

segunda-feira, julho 01, 2013

3


         Bom aqui estou de novo. Hoje eu vou falar de uma coisa que eu pensei. Logo depois que eu acordei eu percebi que falta menos de um mês pro meu aniversário.
         Aqui estou quase 20 anos nas costas e eu não sei o que to fazendo com a porra da minha vida.
         Normalmente eu me comparo com uns nego nada a ver: ‘nossa não sei quem com 20 anos já era foda e eu sou um monte de merda’. Hoje eu me comparo com Korine que com 19 anos já tinha dado entrevista no David leterman(?), escrito um filme e um livro...
         Ele não parece muito melhor que eu. Pelo menos não nas entrevistas. Eu acho, só um palpite, que ele acerta onde eu sempre erro. Digo, ele acerta onde eu não faço nada. Vai vendo.
         São 3 da manhã e eu to aqui sem fazer nada. Digitando no computador, ouvindo música (Tyler) e sonhando com um monte de coisa  que eu queria ter feito mas me julgo muito idiota para levar adiante.
         Korine foi visivelmente bêbado pra uma entrevista importante. E já dirigiu uns 5 filmes desde então. Tá me entendendo cacete?
         O cara erra mesmo e não tá nem ai. Eu fico aqui cheio de “oh não vou me foder demais” e quando dei por mim: já tenho 20 anos. Desperdicei o tempo da minha vida que eu podia ter usado pra errar a vontade. Ir bêbado pra escola. Fumar várias coisas. Dar a bunda, quem sabe?
         Agora eu sinto que já não to em posição de cometer erros. Não sei se vc ta me entendendo pq eu não vou falar mais sobre isso. Não quero me explicar. Venha me perguntar depois. Ou não. Melhor não.

            Eu não vou ler esse texto de novo pra ver se faz sentido. Eu não lerei nenhum dessa série pq eu preciso cometer mais erros. E se eu voltar provavelmente vou apagar tudo pq ficou uma merda.
            Esse é o meu korine sóbrio. Beijos. Vai se fude.
Eu gosto dessa fonte agency, mas eu acho meio ruim de ler.
Eu queria saber tocar violão.
Cu.

Marvin 02072013

sexta-feira, junho 28, 2013

2

Eu ainda não sei se ontem, ou hoje. Que horas são?
Cada vez que eu começo a escrever eu penso: deveria ter aprendido pontuação na escola. Assim eu não ficaria um tempo pensando sobre cada vírgula. Pois é. Hoje falarei sobre ponto final. Ou sobre vírgula.
Pois. Hoje foi um dia de vitória ou de derrota? Em parte foi uma vitória. Em parte sei lá. Pare de se preocupar com as vírgulas homem.
O que é uma vírgula? Você para pra tomar ar quando tem vírgula. Eu queria parar pra tomar alguma coisa mais forte. Se bem que o ar é tão bosta hoje em dia que dá até câncer.
Hoje eu passei quase duas horas com a pessoa que eu gosto e foi bom. Mais ou menos. A gente falou de varias coisas, ela gosta de samba. Ninguém é perfeito. Eu, por exemplo, não sie usar vírgulas. Mas que se foda. O que importa é que hoje eu cheguei o mais perto de um contato físico com essa pessoa e foi  ~daora~ . Agora me julgue: eu dei um beijinho de tchau e foi tipo, o máximo que eu vou chegar. Isso foi uma vitória ou uma derrota?
Outra coisa pra julgar: eu na minha infinita sabedoria dei uma de louco e falei
MUAK depois de dar o famigerado beijinho de tchau. Quem me conhece sabe que merda é essa. Porra Marvin, que merda.


É isso ae hoje eu dei um ultimo. E primeiro. E ultimo. Beijinho de tchau nela pq dessa vez não foi uma vírgula mano. Foi meio que um ponto final. Fim de semestre eu não sei como vai ser daqui pra frente. Eu comecei esse texto e sabia o que ia escrever. Agora já nem sei mais nada.

29062013

O sol vai nascendo todo vermelho que nem
O nariz do papai noel.
Eu tenho uns dez amigos e todos se deram bem

Eu me engano e pulo de um lado pro outro
“sou só um romântico”, guerreiro de papel
Encontrei um sol nascendo vermelho que nem ouro

Parece que todo mundo tá indo pra algum lugar
Maior e mais verde que o mar
Mas eu sei que esse seu sorriso é só pra rimar

Que amanha não vai ser um dia pra lutar.

domingo, junho 23, 2013

Raimunda,a cantora muda...

Desde pequenina
tudo oq queria
era uma estrela serrrr
Seu nome era Raimunda,
Nascida surda muda
Não tinha muito a dizerrrrr
foi quando na TV
ela reparou
numa moça linda
que cantava rock and roll
Raimunda então saiu
na sua vida decidiu
uma cantora de rock ela iria ser
pois tudo oq queria era na TV aparecer....

Raimunda
A cantora mudaaaa
Raimundaaa                                                                
A cantoraa mudaaa
Não tinha muito a dizerrrrr

-Babuíno Editor

 Os Kamikazes Bundamoles

Entraram na cabinho do avião
Fecharam a porta
E saíram mirando o chão

Um delesextremamente bundão
Também entrou no avião
Mas na hora de mandar o que é certo
Chorou pelo rádio:

“Pô meu broder sem capacete não dá não
Vou não
É muito perigo kamicazar
Sem usar os equipamento exemplar”

 -Marvin

terça-feira, junho 11, 2013

1


         Eu resisti até o último segundo esse impulso terrível que me acometeu. Eu juro. Mas não deu. 1, 2, 3 e pá. Estou transformado esse blog em uma espécie de diário. Pois é. Eu sempre achei meio lame esse negocio de ficar contando a vida em um site e as pessoas lerem e, veja só, cá estou eu digitando essas palavras.
         É que eu tava outro dia reclamando com um dos meus amigos, o Babuíno Editor, e ele me aconselhou a escrever as paradas que eu penso pra ver se eu fico menos deprimido. Na verdade eu estava ficando cada vez mais confuso com o que eu escrevia. Além disso, como eu usava o caderno de antropologia teológica pra escrever essas coisas eu acabava perdendo tudo.
         Se eu vou escrever alguma merda espero que alguém leia. Na verdade eu vivo na ilusão que alguém lê alguma coisa na internet, pois eu mesmo nunca chego ao fim dos textos. Hiperatividade e tempos modernos: uma combinação perigosa. Como vivem os hiperativos na pós-modernidade? O que comem? Com quem se relacionam? Não perca essa sexta no globo repórter.
         Bom enfim, pessoas não leem nada, mas aqui pelo menos eu fico na ilusão (de que sou lido). É claro que isso limita um pouco as coisas que eu posso escrever. Não dá pra dizer simplesmente tudo que me ocorre... Por que não né. Imagina se as pessoas soubessem da minha paixão secreta pela cantora do paramore! Ia ser louco
         Mas então, escrita livre-associativa-nem-tão-livre-assim-mantenha-o-foco-Marvin
         Foco é importante. Foca no estudo. Focas nadam bem. Focas são cachorros que viraram sereias! Ó meu deus como sou original

Pausa de dez minutos pra escolher uma fonte que me agradasse. Escolhi FangSong e depois fiquei puto por que não tem essa fonte no blogspot então foi tudo em vão.
         Hoje eu cliquei por engano nas mensagens do facebook. E cliquei por engano também numa menina que eu achava muito gostosa bonita lá do cursinho.
         Quase que imediatamente tive vontade de me matar. Eu falei com ela umas duas vezes pelo facebook. E nas duas ela deu descaradamente em cima de mim e eu nem percebi. I get that a LOT. Você não imaginaria o quanto.
         Mudei a fonte pra High Tower Text. Bem melhor.
         Mas então, duas vezes eu falei com essa menina pelo facebook. Duas vezes ela deu em cima de mim, basicamente me chamou pra sair e eu não percebi. Isso faz muito tempo, quase dois anos. Será que eu fiquei tão mais esperto em dois anos? Eu duvido muito. Me sinto mais burro até.
         O fato é que isso pode estar acontecendo agora e eu estou aqui PANGUANDO. Nunca saberei.
         Na verdade saberei em uns dois anos. Mas ai vai ser tarde. Abri a janela de conversa com a menina e ela esta em um relacionamento sério com um cara ae. Mas eu não me importo muito cara, ela era só uma menina bonita. Não era nada mais que isso. Mas é bom menina bonita às vezes né? Pra divertir e tal.
         Sinto que eu estou me repetindo.
         Ei Babuíno Editor! Se você ler isso me manda um salve pelo facebook.

        


sábado, junho 08, 2013

08062013

Ei olha que coisa curiosa
Ontem eu deitei e consegui dormir
Sonhei primeiro com um elefante rosa
Tive medo de me deprimir.

Saí andando então sem fazer nada
Saí andando evitando passar perto da tua casa.

Depois sonhei que lutava boxe com um
Homem das cavernas. Todo peludo
E cheio de confiança. “eu não me iludo!
Isso é só o medo de um homem comum”

Que? Não entendi nada mas apanhei
E fiquei lá caído um tempo bom.

Aí sonhei que tudo era fim de tarde.
Tudo meio amarelo. Ar quente batendo na minha cara.
Do meu lado, no carro, eu não sei quem
Mas tem alguém. Sei lá.

Bati num muro e sai rodando.
Machuquei o joelho e atropelei um coelho.

Acho que nada rima com o que eu queria dizer.
“Espera lá! Já é de manhã e você ai sem dormir até
Agora. Tava pensando em mim?” Heeeeeeeeehehehehehe

Deixa quieto.

terça-feira, junho 04, 2013

Ah


drinking German beer
and trying to come up with
the immortal poem at
5 p.m. in the afternoon.
but, ah, I've told the
students that the thing
to do is not to try.

but when the women aren't
around and the horses aren't
running
what else is there to do?

I've had a couple of
sexual fantasies
had lunch out
mailed these letters
been to the grocery store.
nothing on tv.
the telephone is quiet.
I've run dental floss
between my teeth.

it won't rain and I listen
to the early arrivals from the
8 hour day as they
drive in and park their cars
behind the apartment
next door.

I sit drinking German beer
and trying to come up with the
big one
and I'm not giong to make it.
I'm just goning to keep drinking
more and more German beer
and rolling smokes
and by 11 p.m.
I'll be spread out
on the unmade bed
face up
aseelp under the elctric
light
still waiting on the immortal
poem.

sexta-feira, maio 24, 2013

24052013


Quando estou perto de você
Eu quase nunca tenho nada pra falar
Mas mesmo assim minha boca se meche sem
Fazer nenhum som que alguém escute.

Eu não sei bem o que eu sinto por alguém
Poderia perguntar, mas a duvida me faz tão
Bem.

Eu vi uma foto de dois punks se abraçando
Em frente a uma loja de noivas
Eu vi também dois ratos trepando
Bem no meio das rodovias.
E ninguém se importava,
Ninguém lembrou de perguntar,
Se tinha alguém olhando de dentro daquele quarto escuro
Em que eu me encontrava
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é isso ae nada como uma semana de bosta pra te fazer escrever um poema. 
eu fiquei todo esse tempo sem escrever pq tinha pensado (ainda penso) em não
escrever mais poemas. não sei, de repente eu percebi que não tava escrevendo nada mais que fizesse sentido pra mim. e quando as coisas deixam de fazer sentido é a famosa 'hora de parar' que chegou pra vc.

mas o que eu sei sobre poemas afinal?

domingo, maio 05, 2013

Capitulo 1


Uma explosão é o aumento de volume súbito de um substância que, em geral também libera uma enorme quantidade de energia. Normalmente uma explosão libera gases. Explosões acontecem dentro do cano das armas e empurram pequenos pedaços de metal na direção de vidros de bancos. Às vezes as pessoas juntam glicerina, que pode ser extraída de sebo ou gordura, com acido sulfúrico e acido nítrico concentrados e refrigerados abaixo de 30 graus Celsius para fazer nitroglicerina.  Uma calha serve para escoar a água da chuva. Uma calha de alumínio é  a melhor escolha que a modernidade oferece para escoar a água da chuva de seu telhado.
       Exceto quando ela entope.
       O alumínio é um metal extraído da bauxita. O alumínio não enferruja. O que o torna um metal muito indicado para escoar água da chuva. O Brasil extrai toneladas de bauxita, boa parte é exportada bruta para o Canadá, mas muitas outras toneladas de alumínio são produzidas aqui também. Parte do alumínio vira panela, outra parte vira lata de cerveja e uma parte bem menor vira calha.
       O Brasil, ainda assim, produz muitas calhas de alumínio.
       Todas elas estão entupidas.
       Hoje a calha serve para uma coisa diferente de sua rotina como escoadora, hoje a calha é uma ponte. Uma plataforma de trabalho para um vândalo. Um pichador se equilibra em uma calha de alumínio e vai destruindo o patrimônio alheio para criar uma mensagem de amor.

“Kassab vai tomar no...”

       A mensagem ainda não estava pronta por que o braço do pichador não era tão longo assim. E também por que a calha só ia até uma parte daquela parede. Depois havia o nada. Havia o chão 4 metros abaixo dele.
       Não era um pichador de verdade. Só queria mandar uma mensagem para o prefeito que subiu a passagem de ônibus. De novo. Seu nome era Leandro e ele se armou de uma lata de tinta spray e foi pra cima de uma calha, pretendia atacar a cidade como um todo mas só conseguiu sujar aquela casa. Uma rua qualquer Igual a todas as outras. Prefeito nenhum passa ali. O prefeito vai todo dia trabalhar de helicóptero.
       Só a escória, o lixo, se arrasta pelas ruas de São Paulo.  Mesmo assim, São Paulo tem o maior tráfego aéreo do mundo. O prefeito de Nova York vai trabalhar de metro. Leandro vai pra escola de ônibus e a passagem fica cada vez mais cara.
       Uma pichação em uma rua qualquer não ia fazer qualquer diferença pois o prefeito ia de helicóptero. Do alto nada faz diferença. Mas Leandro não sabia disso, nunca tinha voado. Ia de ônibus para a escola assim como seu pai fazia e seu avô fazia antes deles. Algumas coisas nunca mudam. O preço das coisas sempre sobe.
       Faltava coroar a frase com um “cu” quando um Golf preto encostou lá em baixo. Leandro parou de se mexer com medo de ser notado.
       O Golf preto não estava nem ai para Leandro. Tinha uma missão e pretendia cumpri-la. Dois homens saíram dele, mas o motorista ficou e manteve o motor ligado. Os dois homens foram em direção ao banco que ficava do outro lado da rua. Um deles sacou uma pistola prateada e deu três tiros no vidro que separava a rua dos caixas eletrônicos.
       O vidro se transformou em milhões de diamantes que caíram como chuva para todos os lados. Os dois homens entraram e depois saíram correndo de dentro do banco.
O acido sulfúrico serve para fixar a água que se origina na reação do ácido nítrico com a glicerina. Mistura-se a nitroglicerina com a areia ou serragem até que esta fique com consistência de lama. As pessoas colocam então a lama num tubo aberto em uma das pontas, espetam um pavio nesta ponta e depois vendem esta mistura com sob o nome de dinamite.
       O governo brasileiro não tem qualquer controle sobre a venda de explosivos.
       O que os dois homens que saíram do Golf fizeram foi espetar diversas dinamites nos caixas eletrônicos acender o pavio e depois correr para fora do banco.
       O que as dinamites fizeram foi aumentar seu volume subitamente, liberando energia e gases que arrebentaram com o caixa eletrônico. A explosão foi tão forte que dinheiro saiu voando para todos os lados. A expansão da dinamite foi tão grande que a fachada do banco ficou toda destruída.
       Boa parte do dinheiro que caiu no chão foi recolhida pelos dois homens e colocada em mochilas pretas. Boa parte do dinheiro teve que ser abandonada, pois o tempo era curto. A policia sabe ser extremamente eficiente para defender o patrimônio dos banqueiros. Os homens também souberam ser eficientes para recolher o dinheiro, levaram menos de 12 minutos para fazer tudo isso. Mais rápidos que uma trepada.
       Entraram no Golf mais ricos do que saíram e depois foram embora.
       Leandro, de cima da calha observou tudo àquilo sem saber o que fazer. Não sabia se terminava sua obra de arte ou se corria. Aquela não era uma rua comum que ninguém conhecia. Aquela era rua que explodiram o banco.
       Resolveu terminar sua obra de arte e depois correr dali.

“Kassab vai tomar no
Cu”

       Saltou de cima da calha e deu uma olhada dentro do banco. Um buraco gigante tinha sido feito no chão. Os caixas eletrônicos estavam largados com a frente destruída. Estuprados por aquelas bananas de dinamite.
       Lindo.
       Leandro pegou umas notas de 50 que estavam no chão e foi pra casa. As sirenes da policia já eram ouvidas. O prefeito tinha subido a passagem de ônibus. O prefeito ia trabalhar de helicóptero. A policia vinha pronta pro combate, pronta pra matar e morrer pelo dinheiro do banco. O Golf preto já estava longe. Ninguém se importava com o preço do ônibus. Ainda sim, aqueles homens do Golf preto tinham devolvido parte da passagem para Leandro.
       Deus escreve certo por linhas tortas. É o que dizem por ai.