terça-feira, novembro 27, 2012

Bolsa Escrotal


vo meter o louco agora
dormindo como um bebê
apesar tudo aqui que me fez sofrê
pois que coisa bonita
da até gosto de vê
fica muito legal quando nois rima
para tente para de sofre
mas a vida é uma poesia
que fala sobre fezes espacial
como eu queria estar de férias coçando minha bolsa escrotal

Babuino Editor & Marvin Trêsoitaum

quarta-feira, novembro 21, 2012

Manda Brasa

sentei nesse dia e escrevi um monte de porcaria. mandei só as menos piores. na verdade é um exercício interessante simplesmente se forçar a escrever. vou fazer mais disso nas ferias.

12112012 - IV


Vejo um bando de malucos
Vestindo camisetas e
 Reclamando do peito branco
Que nunca viu a cara do sol

Outro dia te vi comentando
Alguma coisa com sua amiga

“olha que sujeito esquisito!
Anda bem no meio da rua
E uma meia está esticada
Mais ou menos até a cintura”

Eu não entendi na hora...
E ainda não entendo
Alguém, cheio de poder,
Vem me pedir tributo
Como uma puta ou
Um policial corrupto

Cansei de economizar xingamentos!
Quero seu mel na minha carne crua
Mas, faço qualquer rima e você aplaude.
Se valoriza mulher!

E peço pra deus, o rei da porra toda,
Que as bocas se calem e parem de ejacular opiniões
E a loucura me ocorra 

quinta-feira, novembro 15, 2012

12112012-I


Dessa noite já não espero mais nada
Guardar os sonhos
E empurrar meus medos da escada
Alguém vem tentando me
Contar os sonhos que teve...
E depois reclamou por que precisei
Descansar os olhos por um momento

Ora, entenda
Tenho dormido tão pouco
E tentado tanto
Que fico sem tempo para
Seu lamento.

E essas palavras escrevo
Só por escrever
Na esperança de ninguém
Nunca ler

Pois os sentimentos estão
Por demais desgastados
Largados no chão
Vazios como que chupados,
Enrugados e reciclados.

12112012-II


Está marcado na pele
E no fundo dos olhos
Daqueles que amam, mas
Nunca vão atrás

Coisa estranha:
Os meus dedos se acendem
Para que eu possa contemplar o breu
Dessa exitência. Ardem
Meus ouvidos quando questiono
Essa sua duvidosa ausência.

Até quando
Deus
Até quando?

Queria ter as certezas dos
Que me cercam mas, a
Única certeza que tenho é
Que se saltar por uma
Janela e por ventura
Errar a queda vou sair
A voar como um balão de ar.

Fazer sombra no banho de sol
Daqueles gordos tetudos que
Buscam o remédio no consumo,
Como eu busco a gratidão de um
Milhão de putas escusas.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Sonhos e Poemas



            Marvin encontro Luiz em um bar qualquer. Era sábado à noite em campinas. Na verdade era quase domingo, então o bar estava ligeiramente lotado. Uma porção de perdidos fuma cigarros na parte externa. Acendiam um atrás do outro, alguns nem tragavam, outros seguravam no pulmão por tempo demais até começarem a tossir.
            Tem uma espécie de segregação com as pessoas que escolhem ir fodendo seus pulmõezinhos aos poucos. Como se esses fossem 'dalits' ou coisa do tipo. Tem que ficar lá fora na noite fria, fumando o mais rápido possível pra tentar voltar pra mesa antes da história interessante que estão contando acabar..
            No meio de todos aqueles fodedores, Marvin e Luiz estavam sentados. Cada uma com uma cerveja na mão e um monte de merda presa dentro do peito.

-Pois é Marvin a vida não anda fácil pra quem está vivo.
-a vida não tá fácil nem pra quem tá morto.
-oi?
-você embaixo da terra sendo comido por um monte de vermes. Imagina? Vermes no se u cérebro, subindo pelos seus intestinos. Comendo aquilo que é só seu. Sua merda coisa e tal.
-vejo que você tá tão na bad quanto eu.
-sempre
-isso é bom. Ter com quem compartilhar.
-acho que sim
-cara eu mandei um poema meu pra porra duma revista.

            Luiz se dizia escritor. Escrevia péssimos poemas e contos horríveis. Mas fazia questão que todos lessem seu blog. “comenta lá nesse poema que eu escrevi sobre os fiapos do meu umbigo”

-e ae?
-bom, nem foi publicado.
-que merda

            Cada um tomou um gole da cerveja.

-outro dia eu tive um sonho.
-era um bom poema.
-um sonho bizarríssimo...
-acho que todo mundo teria gostado se tivesse sido publicado.
-eu sonhei com essa amiga nossa do tempo de escola. Lembra dela? A Júlia?
-uma vez eu escrevi um poema sobre a Júlia
-gostosissíma.
-mas acho que nem cheguei a mandar esse pra ninguém.
-belos peitos.
-mas aquele que eu mandei era realmente bom.
-então. Meu sonho com ela...
-as vezes eu tento imaginar se os grandes também eram ignorados em seu tempo.
-bizarríssimo!
-os grandes?
-o sonho.
-ah!.

            Marvin tomou um gole da cerveja do Luiz já que a dele estava seca.

-foi assim, no sonho, era de manha cedo. E a gente tava na escola. E ai a Júlia chegou. Comendo um croissant enorme. Do tamanho de uma baguete eu acho. Do tamanho da porra de um braço. Um braço de criança de presunto e queijo. Um verdadeiro estouro. E ela foi comendo aquela coisa enorme, colocando quase metade do croissant na boca só pra depois tirar e morder a pontinha. Eu não sei como tudo aquilo cabia na boca dela, mas eu estava tentado a descobrir. Então eu falei pra ele “uau Júlia, eu não sei como você engole tudo isso mas eu realmente queria que você me mostrasse o que mais você sabe fazer!” e ela respondeu que podia me mostrar mais tarde. Cara. Foi daora. Aí meu outro amigo apareceu do nada e gritou “cara ela tá tããããão na sua”. De repente tudo ficou escuro e acho que já era de noite por que eu já podia ver a lua no ceu. Toda branca, toda redonda. E a Júlia apareceu vestida de militar russa e me mandou fazer milhões de flexões enquanto gritava “ta vendo o que mais eu sei fazer? Eu sei mandar uns viados à merda. Mais 50 flexões seu bunda mole do caralho!”. Achei que ia ser uma porra dum sonho sexual mas nem foi.
-diabos.
-o que?
-que merda que não publicaram meu poema.
-o que isso quer dizer afinal?
-que não estão prontos para minha genialidade.
-será que isso é uma vontade inconsciente de ser dominado? De levar no rabo?
-acho que estou com o poema aqui
-será que estou virando gay? Me ajude Luiz!
-aqui- meteu a mão no bolso- vou ler um negócio pra você que vai fazer você se sentir melhor.

            Se levantou e  ficou uns dois passos distante, pra que mais gente pudesse ser abençoado com seus lindos versinhos. Pôs uma mão no peito e sai declamando:

-------------------------------- 
Você ouve os outros gritando
Mas ninguém nunca te ouve conversando!
Tenho um headbanger  dentro do meu peito!
Que chuta e pula pra vadia nenhuma
Botar defeito!
Me conta como é ser um clandestino
Que vaga pelos corações assim sem destino?

Me conta como é correr de medo
Toda vez que
Você ouve os outros gritando...
Mas ninguém nunca te ouve conversando!

Outro dia fui até teu apartamento
Ouvi alguém, uma puta,
Gritando lá dentro

Fui embora sem nem bater na porta!
Fui-me embora e na padaria
Saqueei uma torta
--------------------------------
            Ninguém deu a  mínima.

-o que achou?
-acho que estou perdendo o juízo.
-todos estão. Esse poema é ouro puro! Tem que ser um desajuizado pra ignorar essa porra!
            Luiz levantou e foi andando em direção à porta. Marvin acendeu um cigarro com uma certa indecisão: não sabia se era só um cigarro ou se era mais um símbolo fálico que punha na boca.

quinta-feira, novembro 01, 2012

31102012


Tenho tantas dúvidas
Pra suas respostas prontas
Meus ouvidos estão
 surdos para suas súplicas

Você ignora nossas vontades
Mas arrasta multidões ao dizer
Que é santa essa luminescência
Ainda que sem nenhuma
Consciência

Enche a boca na hora de odiar
Mas insiste em dizer que o
Homem foi feito pra amar.

Esconda seus pecados,
Cozinhando-os numa fogueira qualquer
E chora miséria no colo de
Alguma mulher.