domingo, agosto 31, 2014

9


      Faz algum tempo que eu estou pretendendo começar uma espécie de diário ou alguma coisa assim. Faz muito tempo que eu não escrevo nada. Eu comecei um conto bem longo uns 4 meses atrás. Cheguei na página 22 e estou parado desde julho nesse impasse. Também to escrevendo um conto curtinho, mas também me falta ânimo pra terminar.

      Ficar deitado olhando para o teto é muito mais interessante que qualquer coisa que eu poderia estar fazendo. Na verdade to no trabalho neste momento. Como não tem nada para fazer aqui eu estou escrevendo esses textos.    
      De vez em quando minha chefe vem aqui aí eu abro algum programa e finjo que estou fazendo algo muito interessante.  O mundo empresarial é uma piada ridícula sinceramente.
      É como se todo mundo estivesse fazendo alguma coisa muito importante mas, na verdade, elas estão só enrolando.

      Eu to com muita dificuldade pra escrever as palavras cara. Acho que é o sono mas eu já errei todas as coisas do mundo.
Já coloquei ç onde era s
Ss onde tinha ç
      E também tem o meu erro que já estou até acostumado: mecher


      Cada vez que eu vejo que escrevi assim eu fico maluco cara. Mas é mais forte que eu. Desculpa qualquer coisa.

sábado, agosto 30, 2014

8



        Todo dia eu acordo de manhã e sento na mesa com minha xícara de café. Então eu olho pra baixo enquanto me pergunto “oh deus todo poderoso, o que é agora?” e me deparo com uma mancha de caldo de feijão. Essa mancha já está lá na toalha há vários dias.
        No começo ela era marrom como feijão normal mas, com o passar dos dias (ou meses... ninguém sabe na verdade), ela foi ficando esbranquiçada e quebradiça. Uma parte dela virou um pó na verdade.
        Eu imagino, com certo nojo na verdade, a enorme quantidade de pó de caldo de feijão que a gente respira por dia. Se na em cada residência do Brasil as pessoas derrubarem uma gota por dia, calcule você essa porra.
        O problema na verdade é que eu odeio feijão. Quando como é só para não fazer desfeita na casa dos outros. Então, não consigo imaginar por que uma porcaria de uma gota de caldo de feijão está ressecando na minha toalha há tanto tempo.
       

        Sei lá. De qualquer forma eu olho pra ela e sinto qualquer coisa poética. Me dá vontade de escrever uns versos sobre a gota. Como estou sem prática de escrever poeminhas eu resolvi mandar isso aqui mesmo. Obrigado. Valeu. Falou.