Sobre sexo gay? mais vale um pau na mão que dois na bunda.
quinta-feira, setembro 22, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Foi quando mergulhei mais profundamente
No meu ser, ou no seu, tanto faz
Que percebi verdades
E falácias que continuavam ocultas apesar de tudo
Se o tempo ajuda? acho que não.
Mas enfim, cada um leva aquilo que pode
Andando pelos túneis,
Dobrando as esquinas e subindo
As escadas, de origem incerta
Achei pouca coisa
Que gostaria de compartilhar
Desde que saí do meio maternal
Comecei a decair, foi o que disseram
Os pequenos no canal feérico
Aquele frio férreo que sentes
Subir pela perna nas manhãs de julho
Não é culpa do inverno (embora outras coisas sejam)
Sou eu lhe dizendo pra nunca esquecer,
Mas lembrar sempre, que é preciso deixar morrer
No meu ser, ou no seu, tanto faz
Que percebi verdades
E falácias que continuavam ocultas apesar de tudo
Se o tempo ajuda? acho que não.
Mas enfim, cada um leva aquilo que pode
Andando pelos túneis,
Dobrando as esquinas e subindo
As escadas, de origem incerta
Achei pouca coisa
Que gostaria de compartilhar
Desde que saí do meio maternal
Comecei a decair, foi o que disseram
Os pequenos no canal feérico
Aquele frio férreo que sentes
Subir pela perna nas manhãs de julho
Não é culpa do inverno (embora outras coisas sejam)
Sou eu lhe dizendo pra nunca esquecer,
Mas lembrar sempre, que é preciso deixar morrer
quinta-feira, setembro 08, 2011
numero 1
sábado, setembro 03, 2011
numero 1
Eu fechei o programa sem ter escrito uma linha. Nunca trabalhei muito bem com prazos, nunca trabalhei muito bem com ressaca. Não que eu trabalhe muito de qualquer forma... “que seja!” Eu falei. Passei os olhos pela mesa procurando um cigarro, mas não achei nada, só um monte de papel rabiscado e umas embalagens vazias.
Todo mundo falava que eu ia morrer de fome se virasse escritor, e que eu ia me arrepender. Acho que essa é uma das únicas coisas que eu fiz de que não me arrependo. Mesmo agora que não consigo escrever nenhuma letra. Continuava procurando um cigarro e pensava se Tchekhov também ficava sem ideias. Achei até bom não ter mais cigarro, precisava parar de fumar.
Para de fumar me alimentar bem e parar de cair de bêbado por ai. Tudo que eu precisava pra viver outros 30 anos... E lá eu queria? É bem verdade que a idade da morte Cult, 27 anos, já tinha passado. Mas esperar outros 27? Sei lá... Ser o “escritor brasileiro mais contraditório” ou “o pior exemplo possível” já não parecia tão divertido... Bukowski que o diga.
A verdade é que tudo que eu queria era ter uma vida normal, casar ter dois filhos morar num condomínio fechado e brigar no sábado de manha por que ainda não entregaram o jornal. A noite ver futebol enquanto minha mulher faz a janta e depois beber uma cerveja e admirar tudo que eu “construí” com meu emprego em uma multinacional, o futuro brilhante dos meus filhos.
“tem qualquer coisa em escrever poesia que leva um homem pra beira do abismo”
Eu olho pra baixo do abismo e não vejo o fundo... Estou bêbado dançando frevo na beira dele. E nada parece importar. Se eu pudesse voltar até o dia que decidi escrever minha primeira poesia e para antes de começar. O que seria de fato diferente se você pudesse voltar atrás? Se você pudesse voltar atrás e mudar algo, não existiria motivo em tentar voltar atrás e por isso você nunca voltaria. Achei um cigarro atrás do computador.
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