Ele ficava me olhando
As mãos fechadas falando
Escolhe uma mão, uma mão
Eu não escolhia nenhuma
Ele tinha uma tatuagem na mão
E ficava me dizendo escolhe uma mão
O olho dele tava seco
Vermelho, muito vermelho
O sol lá fora era frio
E o ar aqui dentro é quente
E úmido
A lâmpada ilumina a mão, doente
Lá fora a multidão caminha
Ela não sorri, ela não chora
A multidão tem pessoas, feitas de madeira
De metal e de distração
Escolhe uma mão!
Fiquei olhando-a lá sentada,
Tão bela, além da multidão ou da ignorância
Escolho a da direita...
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