quarta-feira, novembro 06, 2013

título é coisa de viado

                O vento é frio e vai passando bem rápido pelas minhas orelhas. Depois gela meu nariz. Já sei que vou ficar resfriado por que meu nariz parece uma cachoeira e escorre litros. Eu espero pacientemente, sentindo cada volta que o ponteiro dá no meu relógio.
                Olho pro pulso e me lembro que não uso relógio há anos.
                Se eu tivesse um relógio ele diria que eu estou aqui há mais uma hora.
                Que estou aqui o dia todo.
                Que meu ultimo amigo de verdade foi um dinossauro ou um homem das cavernas que morreu há mil anos. Desde quando estou aqui esperando?
                Um minuto.
                Cinco anos.
                Eu matei o homem das cavernas quando ele tentou me comer atrás de uma pedra. Nada contra, eu só prefiro homens com pouco pelo. E pedras são duras demais.

                Normalmente eu tento ser direto em tudo que faço ou digo. Mas esse tipo de coisa não acontece quando me deixam esperando horas. Ela disse que passava em dez minutos no seu lindo carro vermelho, azul e de todas as cores do mundo.
                E eu penso em tudo que poderia estar fazendo se estivesse em casa naquele momento. Poderia terminar de escrever meu livro. Fumar um monte. Ou ficar deitado repassando meus erros. Cada erro que já cometi na vida. Você fica viciado nisso em pouco tempo.
                Escuto ao longe uma vozinha.
                “viado. seu merda”
                O vento passa pelas minhas orelhas e eu imediatamente lembro do meu pai. Se o velho estivesse vive ele seria como o vento. Tentando me levar pro outro lado, gelando minhas orelhas e me chamando de viado. Me reprovando.
                Foda-se você vento. Eu não vou me levantar daqui. Olho pro lado e vejo o corpo do caverninha. Não vai tentar comer ninguém agora né?
                Um carro para e eu entro correndo.
                “você tomou café demais né? De novo?”
                “você demorou mil anos. Eu fiquei em pânico”
                “como você tá hoje?”
                “com vontade de te chupar até ficar seca”
                “que?”

                “com saudade do meu pai e com a boca seca.”

sábado, novembro 02, 2013

02112013

Eu Passei o dia sentado
Ouvindo Pavements, Weezer
E um monte de música velha
Que me dá um certo sentido diferente
De tudo aquilo que você me aconselha

À noite, no carro
Eu sempre tento freiar
Mesmo estando no lado do passageiro

Você dá risada e diz pra eu não me preocupar
 Não dá pra passar uma vida inteira sem te amar

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Achei um suéter sensacional pra vender na internet. Qual não foi minha surpresa quando eu descobri que só tem tamanho P feminino. Fiquei puto pra dizer a verdade. Segue a foto do suéter.



Me imagina andando assim pela rua? Eu me apaixonava fácil.
Vou tentar convencer minha mãe a fazer um desses pra mim.

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Parece que é fisicamente impossível tentar manter qualquer regularidade com esse blog. Desculpa.
Pelas minhas contas tem 6 pessoas que leem isso aqui. Eu devo uma explicação à vocês?
Na verdade não.