quarta-feira, outubro 12, 2011

11092011


Portas abertas
Portas que fechei
Juntei tudo
Mas nada levarei

Perdoe-me Pai
Perdoe-me mãe
Porque sei que pequei
Embora não saiba por que

Pode falar
Conversar
E tentar me convencer

Embora não veja motivos para ir
Não existe nenhum para ficar

Sei que juntos estamos só
Que voltaremos ao pó
Mas eu não quero estar só
Também não quero sua dó

Para aqueles que nada dá certo
O certo é nada, e
Nada é certo

Eu me agarro a areia
E minhas unhas até sangram
Mas perdoem-me
Não existe nenhum motivo para ficar

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