domingo, setembro 30, 2012
30092012
Viva a publicidade
Seja magro e
Consuma com voracidade
As luzes da cidade te lembram de alguma coisa?
Tudo aquilo que você não tem,
Toda a felicidade que nunca vem
Porque você não tem um carro ou seu
Corpo está aquém.
E o anúncio te convida
Vá além vá além
Vista essa marca e ainda
Hoje coma alguém
Deixe de ser um zé ninguém
Seja mais um qualquer
Prefira um celular à
Uma mulher
quinta-feira, setembro 06, 2012
06092012
A semana inteira eu passei fazendo umas coisas meio doidas.
Andando pela rua e imaginando qual daquelas casas seria a
sua
Algumas eram bem parecidas com você...
Mesmo já fazendo um tempo que a gente não se vê
Tem uma que fica numa esquina, toda de tijolinho.
O vizinho me achou suspeito ali olhando a casa esperando
Que você qualquer hora aparecesse na janela
Acenando e dizendo bom dia
Sentado na sarjeta
Segurando um cigarrinho
Até eu me acharia suspeito
Com esse buraco enorme no meio do peito
Peguei meu carrinho e fui subindo a ladeira
Só peço uma coisa...
Que apareça em alguma casa dessa rua.
Cada coisa tem me acontecido...
Ontem mesmo veio uma amiga me dizer,
Que era masoquista. E que eu também era
Por ficar andando o dia inteiro atrás
De alguém que talvez não exista
Preciso te achar antes que ela resolva me amarrar
quarta-feira, agosto 22, 2012
Número 2
Deitei
aqui pra tentar dormir. Fiquei pensando tanto que não consegui dormir, e estou
atrasado. Não sei bem pra que. Afinal não tenho nenhum lugar pra ir. Meu
dinheiro anda curto.
E
mesmo assim eu continuo deitado. Talvez até pudesse ligar para algum amigo. Pra
alguma amiga talvez... Não, não tenho dinheiro nem pra ter “amigas”.
Coloquei
uma musica do David Bowie pra tocar, comecei a pensar em como as pessoas desperdiçam
a vida delas com um monte de coisa que nem deveriam existir.
“Please tell my wife i love her very much”
Se
bem que eu sou um dos que mais faz isso. Até tentei ler um ou outro livro nessa
deitada. Mas cada vez que começava a ler minha mente imediatamente saia
viajando por ai. Muitas vezes eu penso que erro por nunca tentar algo novo. Sair
de casa e conhecer um monte de idiotas com quem não me identifico. Dormir cedo
e acordar pra ir ao parque. Essas coisas que eu acho que já escrevi sobre
muitas vezes.
Mas
minha cama anda tão confortável ultimamente, e as pessoas tão chatas que meu
travesseiro tem levado a melhor nessa questão de quem fica com quem.
“Here am I
floating round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do...”
terça-feira, agosto 21, 2012
21082012 II
Tentava achar um caminho mais curto
Para chegar mais rápido em casa
Para ficar mais perto de mim
Nem sempre é possível ter aquilo que queremos
Dizem até que, é por isso que sofremos
Eu digo que sofremos por que pensamos
Enquanto isso eu sento no meio fio
Espero o sol se por pra perguntar
Alguém quer seda?
Pra não mais se importar
Pelo menos até o o dia passar
Alguém quer seda?
Pra não mais se importar
Pelo menos até o o dia passar
21082012 I
Levo sempre comigo
Um monte de coisas que
Não mostro para meus amigos
Por falta de ter o que fazer,
Deito na grama e vejo
Todos os sonhos que tenho,
Um por um, morrerem.
São as nuvens feitas daquele
Algodão que usei pra limpar
Cada machucado, cada ralado,
E, no final da tarde, joguei no lixo?
E vou pra casa tomar banho de
esguicho
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Quase um mês com 19 anos... você começa a se perguntar várias coisas.
bom, to tirando alguns poemas que eu gosto bastante pra depois publicar tudo junto numa espécie de coletânea.
Adiós Amigo
Seahorse
I own the ticks on a horse
I own his belly and balls
I own this
the way his eyes roll
the way he eats hay
and shits and
stands up asleep
he is mine
this machine
like a blue train I used to play with
when my hands were smaller and my mind better
I own this horse,
someday I will ride my horse
down all the streets
past the trees we will go
up the mountain
down the valley
quinta-feira, agosto 16, 2012
domingo, agosto 12, 2012
Stalkiando noite a dentro
A noite era clara
Mas o sono não me vinha
Comecei então a rabiscar
O meu braço com um canivete
Pensando quem sou eu em meio
A todo esse drama
Em busca de amor eterno
Ou um pouco de fama.
Pessoas escrevendo na internet
E desejando que a vida delas viesse
Com o corretor do Google
E eu sou aquele espionando
No escuro a sua conta no Facebook
Desejando que um dia o computador
Produza cheiros e que eu possa baixar o seu
Perfume
quarta-feira, julho 25, 2012
25072012
Deitado em cima do armário
Escrevendo em um caderno virado
A lua ilumina como um candelabro
E o cão lá fora late irado
Um homem passa e me observa
Como o cão a raiva ele conserva.
Procuro a arma que trago no bolso
Acho apenas uma caneta
O homem vai embora levando minha inspiração
Ainda tento gritar
Pega ladrão! Pega ladrão!
Mas é tarde
Mais tarde ainda uma linda mulher vem me visitar
Com um copo de Álcool na mão:
Um motivo para não mais amar
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Feliz dia do escritor!
sexta-feira, junho 29, 2012
27062012
Peguei um monte de pacotes
De camisinhas de todas as cores
Fui pro caixa pensando:
"O que se faz com camisinha que tem sabores?"
Já passou muito tempo desde o primeiro dia que
Vi você lá no caixa contando moedinha.
Tão bonita com um monte de cabelo caindo na cara.
Que linda sua franjinha!
Chegando lá você conta
Um, dois, três...
Deve se perguntar pra que tanta
Camisinha se eu só tenho um pinto
"são 27,90."
Antes de pagar leio no rótulo
Que o tamanho é médio.
Olho-te bem nos olhos e pergunto
Como que para quebrar o tédio.
"Tem tamanho maior?"
Tem jeito melhor de se paquerar na farmácia:
Que se gabar do tamanho de sua piroca?
Podia até te comprar uma flor...
Mas ai não seria tão poético esse
Nosso encontro.
Sinto uma tensão sexual crescente.
Me viro e, sozinho,
E levo as camisinhas tamanho médio mesmo
Largo tudo no canto da minha sala
E ligo a TV no canal de desenhos
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