segunda-feira, junho 04, 2012

04062012 II


Sonhei um dia que uma blogueira obscura
Tinha me citado em uma postagem
Me comparando com Pessoa com toda camaradagem

Mas que loucura!

E depois o isqueiro acabou
E a caneta não tinha tinta
E tive que beber a gasolina do carro
Pra não morre sufocado

Que absurdo!

E aquele garoto burro que não sabe escrever
Disse que não fiz nada no trabalho...
Que a minha ideia só quebrou um galho...
Pra você ver entediado leitor, que tipos pouco
Dignos de terem sido ejaculados eu tenho andado

Que azarado!

quarta-feira, maio 16, 2012

16052012



Tenho certeza,
Mais que certeza
Que já tivemos essa conversa antes
E muitas vezes! Antes mesmo
De ficar tão frio
Que até dava pra brincar na piscina

Qual! Antes mesmo de você
Mandar aquela foto sua...
Aquela foto maldita que prendeu minha atenção
E por horas eu não pensei em  mais nada

Só você deitada em um gramado
E o sol refletindo tudo em sua pele
Risos, cabelos ao vento todos emaranhados
Mais risos... e nós

Se misturando aos cabelos da terra que o
Homem burro insiste em chamar de grama.

Se perdi a conta de quantas linhas escrevi sobre você
É tudo culpa sua, pois também perdi a conta
Quando tentei contar pro meu amigo
Por que gosto de você

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Aquele primeiro da série PMRBQ... algo como poemas muito românticos de baixíssima qualidade. Mas esse eu até que gostei.

07052012



Sinto falta da minha loucura
A convivência me fez o mais conservador
Dos fascistas.

Há um preço alto a se pagar pela loucura
Depressão dor de barriga e garganta queimada
Mas o tédio e a mesmice do dia-a-dia
Ainda vão prender meu ventre e entristecer meu sorriso moralista e meu membro, 
Cansado da falta de sexo, encolherá até
Entre meu intestino e estômago descansar

E as queimaduras. agora de cubanos, 
Me incomodam tanto quanto a mancha na minha calca de pano

Me enoja inda mais a visão de uma
Mulher plastificada, tentando virar boneca, que a de uma criança abandonada
Se ao menos a boneca wannabe fosse brincar de casinha com a menina de rua
Minha missão estaria cumprida.

Apagaria meu charuto no cinzeiro que
Ela chama de coração. Acenderia o pavio
Dessa bomba cardíaca que insiste em bater
Apesar de tudo

Explodiria feliz, em meio a pó de giz
Pensando "que foi feito daquele anarquista
Que brincava recortando da revista, a cadeira mais bonita?"

segunda-feira, abril 23, 2012

2104212


E aquele dia que você
Resolveu que ia ser muito foda
Tatuar um símbolo que você desconhecia
O significado no dedo da mão direita? Não
É bizarro como o mundo da voltas sem nem sair do lugar?
Sem nem afrouxar o nó que prende nosso pescoço ao poste da padaria,
Como o cachorro que ficou esperando a tia comprar uma coca
Pro menino de rua. "Tia me compra uma coca ou risco teu 
Carro de tia." Então vê se aprende o que isso ai significa
E compra uma coca pra mim se não
Eu risco sua bicicleta Caloi
Oito marchas. 


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Brincando com a forma desse "poema"

quarta-feira, abril 18, 2012

20x40

Desenhei seu rosto num painel de 20x40
Coloquei cada detalhe seu no papel
Procurei colocar com perfeição cada defeito seu
Mas mesmo num painel tão grande
Do tamanho do céu,
Nem um erro pode-se aceitar

Em seus um metro e setenta
Que andam perdidos em algum motel
Com outra mulher ou com algum amigo meu.
Oh! Ando tão feliz que pareço dançante!
E sentado em uma cadeira me chamam de réu
Acusado do crime de não mais chorar

quarta-feira, abril 04, 2012

03082011


Quando nasci ganhei uma caixa
Dentro dela tinha um coração
Não era muito bom, mas era só meu.

Por muitos anos procurei outra caixa como a minha
Mas nas caixas que olhei nada encontrei,
Nada tinha. Eram vazias.

Um dia, no meio da escuridão
Ouvi uma batida que parecia com a minha
Que era fraca,
Mas me pertencia

Sua caixa eu encontrei
E não era vazia.
Tinha um coração que batia
No mesmo passo que o meu

E, embora todos digam o contrário,
Só dentro da sua caixa me sinto livre

É só dentro dela que posso ser feliz e esquecer
O mundo de caixas vazias
Que existe lá fora

Mas que tristeza a minha
Quando percebi
Que nem quando entrava na sua caixa
Seu coração
Disparava

Enquanto o meu quase parava
O seu batia sempre, forte e imponente
E sempre tão só

oi

Escrevendo uma porção enorme de poemas sobre amores ultraromanticos que nao se realizaram nessa minha vida robótica. ainda não sei se eles serão postados... sao MUITO ruins na verdade. pior que a media Marviana

sexta-feira, março 23, 2012

06082011




Eu costumava ver os Cavalos Amarelos
Que rondavam o pasto, que rodeava
Sua casa.
Naquele tempo eu via muitas coisas.

E o padre e os guerreiros
Vieram me acordar, naquela noite quente
Em que eu não consegui sonhar
Venha senhor! O lago está pegando fogo!

Disseram que isso acontecia sempre,
Desde que os Cavalos Amarelos a levaram para longe
Disseram que os deuses castigavam a vila
Por sua ausência

Eu lhes disse que um dia isso ia passar
Mas eles não queriam esperar, mandaram-me ir
E só voltar com você entre meus braços

Desde então venho vagando
Sempre perguntando, se viram
Um monte de Cavalos Amarelos
Levando embora a musa dos meus castelos

Me julgam louco, e dizem que lagos
Não podem pegar queimar
Como o fogo em meu coração
Quanto penso em te encontrar

Pergunto então, meu amorzinho,
Que foi feito dos Cavalos Amarelos
Que pastavam em volta de sua morada?

sexta-feira, março 16, 2012

18 anos.


Amontoam-se em um canto
Os poemas que não escrevi.
Só perdem em tamanho para a
Pilha de sonhos que esqueci

Minha barriga vem crescendo...
Me pergunto se estou gestando,
Um novo conto, uma nova criança,

Ou se estou ficando velho. Criando
Uma pança

Se faz mais de um mês que
Nada escrevo, nada leio,
Só me pergunto o que tenho
Feito...
E faz falta...

Falta amor no mundo!
Falta beleza na Raimunda
Falta cigarro na carteira
E notas na cigarreira!

Faltam versos de qualidade
Mas sobram poetas da minha idade
Sobram mitos, lendas, roupas.
E caras. Caras que namoram
Meus amores e me causam
Tal dissabor
Que chego a pensar que é
Dor, o verdadeiro som do
Amor.

08/12/2012

quinta-feira, março 08, 2012

Feliz dia da Mulher


Era uma quinta-feira. Dia 8 do 3 de 2012. Cheguei em casa apurado (apertado, constipado). Entrei no banheiro e já fui tirando a roupa. Primeiro tirei a calça mesmo, parte essencial quando uma pessoa pretende defecar (cagar, escorregar um moreno, poluir). Depois já fui arriando as cuecas e sentei na privada. Desde que eu era bem pequeno, sete ou seis anos, eu gostava de cagar pelado mesmo.        
                A maioria das pessoas tem problemas pra cagar fora de casa. Principalmente em banheiro publico. Eu não cagava em banheiro publico por que é fisicamente impossível cagar pelado na escola (já tentei, é difícil). Antes de quere ser escritor, antes mesmo de torcer pro Corinthians eu já gostava de cagar pelado.
                Pois então tirei também a camiseta, acomodei minha bunda murcha do melhor jeito possível e me preparei. Outro fato interessante sobre a minha pessoa: ainda que você ache uma poltrona o lugar mais confortável do mundo, eu acho que a privada é o assento mais confortável do mundo. Não sei bem se é por causa da ventilação extra nos países baixos, ou se é pela abertura em um ângulo perfeito que só uma privada pode proporcionar à essa minha bunda cheia de pelos.
                Nesse dia eu não consegui cagar. Mais ainda, nesse dia sentar no trono era extremamente desconfortável. No começo eu achei que era por que eu tentava cagar numa quinta-feira. Eu odeio quinta-feira. Sei que não sou o único que tem essa sensação, leia o Guia do mochileiro das galáxias.
                Mas, pasmem, não era isso. Acho que a minha retaguarda já sentia o que estava por vir. A região anal é, de longe, o melhor meio de prever o futuro. Se você vê um sujeito mal encarado andando na rua, a noite, e seu cu fico fechadinho... pode ter certeza que coisa boa não é. Sinto que minhas metáforas estão ficando cada vez piores, mas pode ser apenas impressão minha.
                Meu celular, no bolso  da minha calça, começou a tocar. Depois de lutar ao som de “nokia tunes” contra o bolso da calça, que não queria liberar meu celular, eu finalmente atendi.
-oi
-Marvin?
-eu                                  
-é sua prima Josefine.
-e aí
                Minha prima Josefine sempre foi um pé no saco. Ela é uns 4 anos mais nova que eu e sempre me chamava pra dormir na casa dela e pra conhecer as amigas mais-novas-e-cheias-de-espinhas-dela.
-nossa, eu tenho que te dizer uma coisa...
-diga.
                Meio que dei uma gemida por causa da força que fazia em paralelo à minha conversa com Josefine. Acontece.
-então... É que... Não me odeie...
-fala
                Ela desligou.
                Eu pensei: “um problema a menos, agora só falta dar aquela escorregada”
                O telefone tocou.
-não me odeie Marvin.
-fala de uma vez! (outro gemido)
-é que... Tem essa coisa, muito ruim... Eu não sei o que dizer
-tenta aí
-promete que não vai ficar bravo?
-(fazendo força pra cagar) prometo
-é que eu me apaixonei pela pessoa errada...

                Essa é uma das coisas mais controversas da vida... Será que a gente não manda MESMO no “coração”?

-que merda ein

(longo silêncio)

-diz o que você acha
-acho uma merda
-você sabe de quem eu to falando pelo menos?
-do “X”?
-não, Marvin... Você não entende não é?
-se você não falar exatamente o que eu preciso entender fica difícil.
-em me apaixonei pela pessoa errada....
-isso não é uma letra de musica??
-MARVIN
-que?
-você
-eu?
-logo eu?
-sim...
-você, pelo menos tá... Ouvindo o que tá me dizendo?
-eu to te dizendo...
-quer dizer, você percebe a loucura...
-loucura por quê?
-como “por quê”? Você é minha prima porra!
-e você acha que eu não sei? Você acha que eu não pensei sobre isso já? O quanto isso é ruim?
-se você tivesse pensado não taria por aí dizendo sandices!
-san-que?
-nada...
(longo silencio constrangedor, minha barriga ainda doía mas, cagar já não era a prioridade)
-e então?
-então o que Josefine? O que você quer que eu fale?
-eu quero que você me entenda!
-mano, eu te entendo... Eu entendo que você tá ficando louca
-louca por quê?!
- porque você tirou isso do nada? Logo agora? (na hora que eu to cagando)
-Não foi do nada, já faz muito tempo que eu sinto isso... É uma coisa que eu sei... Faz muito tempo...
-eu não sei o que dizer... Até sei... Esqueça isso!
-não dá! Você deve saber como é... Pensar numa pessoa o tempo todo, antes de dormir, o tempo todo... Toda hora... Eu sei o que eu to sentindo! Eu to sentindo é AMO...
-NÃO DIGA ESSA PALAVRA!
-AMOR!
-e o que você sabe de amor?! Na sua idade as pessoas brincam de boneca mano!
-eu sei! Eu sou uma mulher e...
-você tem 14 anos... Você não sabe nada de amor
-eu sei o que eu sinto... Você acha que eu não tentei de esquece? Fiquei um ano... Mais de um ano só tentando esquecer isso. Você acha que eu não sei o quanto isso é complicado? A gente é primo de primeiro grau...
-então você percebe a loucura do que tá dizendo?
-não é loucura! É amor!
-E o que diabo você quer que eu faça?
-quero que você me entenda!
-certo...
- você deve tá me achando uma boba... Uma idiota... Não deveria ter falado isso! Agora vai ser tudo diferente.
-mano... E como você quer... O que... EU NÃO SEI NEM O QUE DIZER.
-é você não sabe mesmo... (sarcástica)
-e o que você QUER que eu faça? Que eu vá até aí e fale “Josefine! Casa comigo que eu te amo”?
-não! Claro que não
-então?
-já falei que eu quero que você me entenda!

                Naquele momento eu só queria que minha vô tivesse abortado meu tio ainda no estado de mórula. Só pra não estar tendo aquela conversa. Falo mesmo.

-eu já falei que entendo... Mas eu quero que VOCÊ entenda que isso não faz sentido algum... Que é loucura... Que não vai rolar... Essas coisas...
-é não... Você não me entende por que você não tá dando a mínima...
-olha, amanha... Não amanha, daqui a 24 horas... Mas num futuro... Você vai ver a loucura que tá falando e vai concordar comigo... Até lá, você precisa esquecer... PRECISA.

-tá bom Marvin. (extremamente seca)
-é isso aí mano.
-então tá... até domingo.

                Desliguei o celular. De repente comecei a cagar... Consegui.

Sinceramente, o que estão dando de comer pra essas crianças? Será culpa da famigerada televisão brasileira? Será que é falta de palmada, modismo, excesso de açúcar no sangue? Juro que não sei... Outra quinta que acabou terrivelmente mal.
Queria dizer que foi simples como nesse texto mal escrito... Mas foram 28 minutos no celular, que eu resumi bastante!

Pelo menos acho que eu nunca caguei tanto, e tão bem... uma merda de dia isso sim!